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O Diamante

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E…o melhor amigo da   mulher

 

 

É…   ????  

 

Já foi um diamante… 

 

 

 Agora… é melhor que seja um

O Diamante, composição química: Carbono “C”. Carvão ou Grafite de Carbono.

Devido à sua raridade, beleza, brilho e dureza, foi, ao longo dos tempos, adquirindo estatuto e valorizando-se. Normalmente associado a estatuto e riqueza, não deixa também de estar associado a algumas maldições.

A sua raridade e dificuldade em o extrair da natureza, elevou o preço deste mineral que, depois de lapidado não deixa ninguém indiferente. A grande valorização deve-se a que a sua procura está em desequilíbrio com a oferta.

Os últimos anos foram de grande desenvolvimento tecnológico e a partir dos anos 50 a necessidade de suprir a escassez do mercado, principalmente no industrial, levou a que alguns laboratórios se dedicassem a produzir Diamantes Sintéticos. Mais tarde, com a evolução tecnológica, começaram a ser produzidos através da deposição de diamantes na fase gasosa, nos anos 70/80.

Afinal o que são diamantes sintéticos. Ora, tal como o nome indica, são sínteses, têm a mesma composição química mas não são criados na natureza. Até agora, as sínteses eram produzidas pelo método de elevadas pressões e temperaturas (tal como os naturais) mas o resultado final não era controlável. Apareceu um novo método, com resultados melhorados – CVD – este método cria e desenvolve as pedras em laboratório a partir de um diamante natural ou até de uma outra sintética. Esta “semente” vai servir para o cultivo de novas gemas.

A partir de gases de Carbono são decompostos os seus átomos sendo depositados numa superfície, associando moléculas de hidrogénio. Assim, os gases que entram neste processo são o Hidrogénio e o Metano, que são transformados a elevadíssimas temperaturas, entre 700º e 900º, produzem novos cristais. Este método leva semanas, a média de crescimento é de 0,1 micron por hora.

Enquanto os diamantes naturais são classificados por: cor, claridade, inclusões e tamanho. O CVD – cristal policristalino de alta qualidade, tem propriedades semelhantes às gemas naturais e em alguns casos supera-as.

Para já, o Diamante CVD é bastante caro, cerca de 70% do valor do Diamante natural, mas com o evoluir da técnica, os equipamentos vão baixar de preço e seguramente o seu preço final será muito mais baixo.

Várias entidades têm-se preocupado em desenvolver métodos e dispositivos para identificar os Diamantes sintéticos. O “GIA” e a “De Beers” já apresentaram ao mercado novos dispositivos. Infelizmente o seu preço só permite que alguns laboratórios os adquiram.

A “De Beers”, numa fábrica em Londres tem desenvolvido diamantes sintéticos para a indústria. No entanto, essa investigação permitiu que a empresa esteja muito por dentro destes novos métodos. Segundo os seus responsáveis, a dificuldade em identificar as pedras pequenas – melees – 0,20 Ct. e inferiores, fruto de um custo de identificação que não justifica o investimento, vai levar a uma deturpação do mercado da pedra pequena e da joalharia mais comercial.

A Diamond Foundry, de São Francisco, está a produzir 24.000 Ct por ano, num universo de produção de 250.000 Ct., esse produtor garante que dentro de 10 anos será enorme e, a maioria de diamantes comprados pelos consumidores serão sintéticos. De momento, esta produção já representa 10 a 15% da produção de Diamantes naturais que no ano passado foi de 135.000.000 Ct.

A par desta empresa, a Swarovski já lançou a sua própria linha de jóias em Março de 2016 só com Diamantes sintéticos. Com grande êxito e orgulho em afirmar que as suas jóias são compostas por diamantes sintéticos.

A Morgan Stanley não espera que os diamantes sintéticos substituam uma grande parte da produção global mas acredita que serão um “sério disruptor em potencial”.

Identificar os Diamantes sintéticos será muitíssimo importante para o comércio. O encanto dos Diamantes naturais continua a ser: “vir das profundezas da Mãe Terra. Eles têm biliões de anos. São, provavelmente a coisa mais antiga que podemos comprar”. GIA.

 

O colosso mundial diamantífero: De Beears – está a posicionar-se no mercado de forma, no mínimo estranha: começou a vender as suas participações na industria de extracção mineira de diamantes. Não se percebe muito bem qual é a sua estratégia mas denota que este colosso mundial está mais preocupado com a análise, certificação e produção de diamantes sintéticos para a indústria do que com aquilo que foi sempre o seu core business.

 

 

 

IDENTIFICAÇÃO DE DIAMANTES SINTÉTICOS

 

 

Segundo o: Gemological Institute of America – G.I.A.

 

Observações em diamantes sintéticos, obtidos por crescimento CVD:

 

 

uma análise:

 

 

CRITÉRIOS PARA O GEMOLOGISTA:

 

Não há factores visuais confiáveis para nos ajudar a identificar potenciais CVD sintéticos. O tamanho da pedra cortada não é diagnóstico: a maioria dos diamantes sintéticos CVD são de 0,75 quilates, e (excepto uma amostra recente) todos os analisados pelo GIA pesavam menos de 4 quilates. A aparência de cor e a causa da cor rosa não são diagnósticos para a maioria, embora a cor rosa em sintéticos CVD seja, geralmente, mais saturado do que em diamantes rosa natural.

No entanto, existem várias características distintivas que os gemologistas podem utilizar no reconhecimento, a fim de identificar potenciais CVD sintéticos, embora nenhuma deve ser invocada como o único meio de identificação:

 

  1. A reacção de fluorescência laranja a vermelho a uma lâmpada UV padrão em amostras rosa, deriva dos centros NV, indicando que o diamante é um diamante natural do tipo Golconda, raro, um diamante natural tratado ou um HPHT ou CVD sintético. Embora a grande maioria dos produtos sintéticos CVD “quase incolores” não apresentem fluorescência observável a ondas longas, alguns materiais mais antigos apresentam cores fluorescentes (tais como o verde) que são completamente raros entre diamantes incolores naturais. Num laboratório gemológico, a presença de fluorescência estriada, correspondente a múltiplas camadas de crescimento, nas imagens Diamond- View, fornece confirmação adicional do crescimento de CVD, mas a sua ausência não elimina a possibilidade de origem CVD.

 

  1. As amostras sintéticas CVD abrangem toda a escala de pureza, mas observa-se uma tendência para maiores graus de pureza. As pequenas inclusões mais frequentemente encontradas são: nuvens, pontos e cristais negros. Tanto nos diamantes naturais quanto nos sintéticos CVD podemos encontrar características semelhantes de pureza. Estas inclusões não são geralmente indicadores para efeitos de identificação, apesar dos ambientes de formação dos diamantes serem muito diferentes.

 

 

  1. Diamantes de tipo II – amostras que são transparentes aos raios UV ou que o azoto não seja detectável nos seus espectros de absorção FTIR – devem sempre ser enviados para um laboratório para ensaio.

 

 

  1. Actualmente, os principais fabricantes de sintéticos CVD, inscrevem a origem do diamante sintético na cintura (por exemplo, “Lab Grown”). Mas note-se que a falta de uma inscrição não indica necessariamente uma pedra natural.

 

  1. Um padrão de deformação observado no polariscópio ou num microscópio configurado com filtros polarizadores cruzados pode ajudar a distinguir os sintéticos CVD dos sintéticos HPHT, uma vez que estes mostram níveis extremamente baixos de tensão.

 

 

SUGESTÃO DOS ESPECIALISTAS:

 

Os laboratórios de ensaio de gemas necessitam de possuir e manter um laboratório completo de instrumentação gemológica, de imagem e espectroscopia, incluindo um microscópio de imagem DiamondView, um espectrómetro de absorção FTIR e um espectrômetro de fotoluminescência (PL) equipado com vários lasers para distinguir a origem e tratamentos dos diamantes. Devem, ainda, ter acesso a amostras CVD que sejam representativas dos produtos disponíveis no mercado e manter um banco de dados de informações sobre as suas propriedades. Devem, ainda, estar permanentemente, à procura das tendências emergentes que se desviem dos critérios de detecção padrão para diamantes naturais, tratados ou sintéticos. Os laboratórios gemológicos deverão ainda ter em atenção de que devem operar sob o pressuposto de que os critérios confiáveis de hoje, podem não ser os aplicáveis no futuro, e que se deverá encontrar métodos alternativos para garantir que a identificação acompanhe a tecnologia dos fabricantes.

 

 

 

FUTURO:

 

Melee. Nos anos mais recentes, vários laboratórios gemológicos (incluindo o GIA) desenvolveram e estabeleceram serviços de triagemMelee11. Dadas as dificuldades inerentes de classificação deste tipo de diamantes, vários laboratórios, incluindo o GIA, desenvolveram serviços de classificação, para diamantes incolores a quase-incolores, de modo a separar as naturais dos que são potencialmente tratados ou sintéticos. Deste modo, tanto os melee coloridos como os sintéticos (separados por classificação) podem ser rastreados para encontrar sintéticos. No entanto, atendendo aos custos, sintéticos CVD, de dimensão melee, não foram submetidos.

11 Melee é um termo inglês para designar pequenos diamantes. São considerados melees aqueles cujo peso varia entre 0,001 quilate e 0,18 quilates. De observações e discussões realizadas pelo GIA, junto dos fabricantes, conclui-se que praticamente não existem sintéticos CVD de dimensão melee, no mercado. Contudo, recentemente tem-se vindo a observar CVD de dimensão melee  e espera-se que este tipo venha a estar disponível no mercado, em breve. Existem informações de que na Índia se está a produzir sintéticos CVD de dimensão de melees, e que brevemente este material ficará bastante disponível no mercado. No entanto, estima-se que o material mais comum disponível serão os melees de origem HPHT e não o CVD, uma vez que as amostras amarelas que podem ser moldadas como melees, são mais fáceis de produzir por este método.

Embora os melees naturais incolores sejam mais abundantes, os diamantes sintéticos produzidos pelo método HPHT têm, actualmente, uma oferta limitada.

Sem possuir dados e não havendo qualquer informação publicada, é difícil saber a extensão da oferta de diamantes sintéticos melees de origem HPHT e CVD no mercado. Devido à disponibilidade de melee incolor natural, será provável que venha a ser produzido em CVD o rosa melee.

 

 

PANORAMA:

Hoje, a maioria do material CVD sofre, pelo menos um ciclo de tratamento pós-crescimento (um recozimento HPHT ou uma combinação de irradiação e recozimento), de modo a que estas características iniciais raramente são observadas. Da mesma forma, é possível que os critérios de hoje deixem de ser aplicáveis em poucos anos. As técnicas de crescimento estão a progredir rapidamente devido à investigação realizada pelos fabricantes de CVD com o fim de produzir material de qualidade “gema” e para aplicações de alta tecnologia.

Actualmente, os critérios de identificação fiáveis para amostras não identificadas, apresentadas pelos clientes, foram estabelecidos através do exame de produtos sintéticos CVD de fabricantes conhecidos: por exemplo, a presença do pico SiV na absorção Vis-NIR ou espectroscopia PL e as características de crescimento sintético como observado por Diamond.

De referir que, enquanto os factores de qualidade como a cor, o grau de corte e a pureza têm sido bastante consistentes nos produtos sintéticos CVD ao longo dos últimos anos, o peso de quilates tem vindo a aumentar. O número de amostras submetidas ao GIA diminuiu em 2010-2011, quando a Apollo Diamond Inc. foi adquirida pela Scio, mas tem aumentado drasticamente desde então, como a Scio, outros fabricantes aumentaram a sua produção.

 

 

 

 

 

CONCLUSÕES:

 

Hoje, o processo CVD é utilizado para produzir diamantes sintéticos tipo II de cor fantasia (Fancy color Diamond) e de alta pureza, até vários quilates de tamanho, que são susceptíveis de serem visualmente indistinguíveis de diamantes naturais polidos. Estes sintéticos CVD podem exibir reacções de fluorescência ultravioleta e inclusões que seriam incomuns entre os diamantes naturais. Os resultados descritos neste artigo ilustram como as amostras exibiram características espectroscópicas que eram bastante diferentes daquelas que ocorrem em diamantes semelhantes naturais. Com base no uso de instrumentos analíticos e acesso à nossa grande base de dados de informação gemológica, os diamantes sintéticos examinados até à data pelo laboratório do GIA podem ser facilmente identificados.

No laboratório do GIA, os lotes que foram analisados para detecção de Diamantes Sintéticos. Entre 2003 e 2008 foram analisados no GIA menos de 10,00% de diamantes sintéticos em relação à observação de diamantes naturais. Em 2013 já ultrapassaram os 20% e em 2016 de Janeiro a Junho (1º semestre) já foram analisados cerca de 14%, o que presume que se irá situar muito perto dos 30% de diamantes sintéticos analisados nos laboratórios do GIA.

 

Fevereiro de 2017

António Lucena Rocha

Gemólogo

 

 

 

Fontes: Tradução e adaptação de texto do Gems & Gemology, Fall 2016, Volume LII, Jornal trimestral da Gemological Institute of America and Augusto Folque-ANUSA.

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